20 de dez de 2011

Sucesso no maior evento do teatro de Santa Catarina

Durante mais de uma semana, Rio do Sul foi o maior palco do teatro catarinense. Mais de 100 artistas estiveram na cidade para apresentar cerca de 30 espetáculos durante o 16º Festival Catarinense de Teatro. Entre os dias 13 e 18 de dezembro, um público superior a 5 mil pessoas participou da Mostra Oficial, Mostra Teatro na Escola e Mostra de Teatro Lambe-Lambe.

De acordo com Willian Sieverdt, presidente da Federação Catarinense de Teatro (Fecate), promotora do festival, Rio do Sul foi muito receptiva ao evento, que foi patrocinado pelo Funcultural da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte do Governo de Santa Catarina. O festival contou ainda com o apoio do Colégio Dom Bosco e Unidavi.

As apresentações iniciaram no dia 10, com o espetáculo “Julia” como lançamento do festival. O grupo Cirquinho do Revirado, de Criciúma, apresentou a peça no Calçadão Osny José Gonçalves. E quem fechou a programação artística foi o grupo Essaé Cia. de Teatro – Dança, de Joinville, com o espetáculo “Werther – Tempestade e Ímpeto” no dia 17, na Fundação Cultural. O domingo, dia 18, foi reservado para debate sobre espetáculos.

O festival levou o teatro a diferentes pontos da cidade, como a Praça Ermembergo Pellizzetti, o espaço Cultural Moysés Boni (embaixo da Ponte Curt Hering), Fundação Cultural e o Cine Teatro Dom Bosco. O evento também circulou pelo Alto Vale do Itajaí com a Mostra Teatro na Escola que promoveu espetáculos em instituições de ensino da rede estadual e municipal. Em Rio do Sul, participaram as escolas Altamir Wagner, Paulo Cordeiro e Ceplas. Em Lontras, a escola Regente Feijó e em Trombudo Central, o Colégio Dr. Hermann Blumenau.

A programação foi diversificada, incluindo oficina “Curso Técnico de Iluminação Cênica/Eletricidade, Equipamentos e Montagem Prática”, e as apresentações mostraram o que de melhor o teatro do estado produz, além de contar com convidados de atuação nacional. Na abertura oficial do evento, dia 13, o Teatro Independente do Rio de Janeiro/RJ, apresentou o espetáculo “Rebú”. E ainda a Troupp Pas D’argent, também do Rio de Janeiro/RJ, encenou “Cidade das Donzelas” no último dia de programação artística, 17 de dezembro.

Nesse dia também foi realizada a Mostra de Teatro Lambe-Lambe, com espetáculos de curta duração, apresentados em pequenas caixas, para uma pessoa por vez, na Praça Ermembergo Pellizzetti. À tarde, a Federação promoveu uma reunião para avaliar o festival e definir diretrizes e próximas ações. E à noite, foi realizada uma comemoração com artistas, integrantes da entidade e profissionais que trabalharam no evento.

O 16º Fecate foi também uma comemoração aos 80 anos de Rio do Sul, celebrados em 2011, e realizado em um momento de superação após a enchente ocorrida em setembro. Também promoveu ações sociais, como apresentação tetral no Centro de Hemodiálise do Hospital Regional Alto Vale, apoio à festa de encerramento da APAE de Rio do Sul e doação de alimentos ao Clube de Mães - Lar da Menina.

De acordo com o presidente da federação, Willian, o evento vem consolidar um período de desenvolvimento do teatro catarinense, e apesar da falta de apoio de órgãos públicos municipais ligados à cultura, a Fecate destaca a importância dos apoiadores que contribuem para a realização de eventos como este e a participação do público na 16ª edição do festival. Em 2012, o evento será realizado em Concórdia.

Sobre a Federação Catarinense de Teatro

A Fecate é uma instituição civil de grupos teatrais, sem fins lucrativos, fundada em 1978. Tem como objetivo incentivar a atividade teatral e defender os interesses dos grupos filiados. Congrega mais de 100 grupos de teatro de Santa Catarina. Realiza ações para fomentar e articular os grupos catarinenses através da organização de mostras, festivais e o congresso catarinense de teatro.

Confira as fotos no link ÁLBUNS
Créditos fotos: Núbia Abe

17 de dez de 2011

16º Fecate promove últimas apresentações

No sábado, dia 17, o 16º Festival Catarinense de Teatro levou a Mostra de Teatro Lambe-Lambe à Praça Ermembergo Pellizzetti, em Rio do Sul. Durante a manhã, um público de diferentes idades conferiu espetáculos de curta duração, apresentados em pequenas caixas, para uma pessoa por vez.

Às 11h, o Troupp Pas D’argent, grupo convidado que veio do Rio de Janeiro/RJ, apresentou “Cidade das Donzelas”. Ao som de tambor, pandeiro, violão e triângulo, os artistas entraram em cena para apresentar a peça em que Franzilino Sertanejo Peregrino conta a história de Carolino, que chega à cidade, no meio do Sertão, e se espanta ao ouvir falar que não existe homem ou mulher bonita naquele lugar e que as moças feias matam qualquer um que arrisca se aproximar. Mesmo sob um sol forte, o público se divertiu, cantou e acompanhou com palmas o ritmo do som e a performance da Troupp Pas D’argent.

Ainda na sexta-feira, dia 16, foi realizada mais uma etapa da Mostra Teatro na Escola com espetáculos em instituições de ensino da rede estadual e municipal de Rio do Sul, Lontras e Trombudo Central, de manhã e à tarde.

À noite, a Cia. Mútua, de Itajaí, apresentou “Flashes da Vida” na Fundação Cultural de Rio do Sul. Foram sete pequenas histórias que retrataram situações do cotidiano num espetáculo solo, sem texto, mas com mímica, auxílio de cenário e uma boa dose de humor.

Mais tarde, foi a vez de “Passport” com a Cia. Rústico Teatral, de Joinville. Alguma cidade, de algum país esquecido, onde o Oficial e o Soldado exercem suas funções foi o enredo da peça. Em cena, também o personagem Cidadão, que por não falar a mesma língua e ser mal interpretado pelos outros, acaba sendo preso e mal tratado.

O 16º Fecate continua com espetáculos e reunião da Federação Catarinense de Teatro hoje, dia 17, e domingo, 18, com debate. Confira abaixo a programação e as fotos do festival no link ALBUNS:

17/12 - Sábado
19h: “Lili Reinventa Quintana” – Téspis Cia de Teatro, de Itajaí/SC – Fundação Cultural de Rio do Sul
21h: “Werther: Tempestade e Ímpeto” – Essaé Cia de Teatro, de Joinville/SC - Fundação Cultural

18/12 – Domingo
10h: Debate “Lili Reinventa Quintana” e “Werther: Tempestade e Ímpeto” – Fundação Cultural de Rio do Sul

16 de dez de 2011

Sábado, dia 17, é o último dia de programação artística, com Mostra Lambe-Lambe e atração nacional

A maratona cultural do 16º Festival Catarinense de Teatro entra na reta final. Sábado, dia 17, é o último dia de programação artística, que desde o início tem gratuita. Entre 9h e 11h, será realizada a Mostra de Teatro Lambe-Lambe na Praça Ermembergo Pellizzetti, em Rio do Sul. São espetáculos de curta duração, apresentados em pequenas caixas, para uma pessoa por vez.

Às 11h, é a vez da Troupp Pas D’argent, grupo convidado que vem do Rio de Janeiro/RJ para apresentar o espetáculo “Cidade das Donzelas”. A peça conta a história de Carolina que chega à cidade, no meio do Sertão, e se espanta ao ouvir falar que não existe homem ou mulher bonita naquele lugar e que as moças feias matam qualquer um que arrisca se aproximar. O desafio é desvendar essa história, mesmo com o medo de nunca mais voltar.

À tarde, serão realizados debates sobre espetáculos apresentados no festival e reunião da Federação Catarinense de Teatro (Fecate), organizadora do evento. Às 19h, a Fundação Cultural será palco para o espetáculo “Lili Reinventa Quintana”, com a Téspis Cia. De Teatro, de Itajaí. A apresentação mescla bonecos, objetos e formas animadas e é baseada nos poemas do livro “Lili Inventa o Mundo”, de Mário Quintana.

E para fechar a programação artística do evento: “Werther: Tempestade e Ímpeto”. Em cena o grupo “Essaé Cia de Teatro – Dança”, de Joinville, que se apresenta às 21h, também na Fundação Cultural. É uma livre adaptação do romance “Os Sofrimentos de Wether”, do escritor Johann Wolfgang von Goethe e que é considerado o marco inicial do Romantismo. O espetáculo discute o absurdo da existência e do suicídio. O último dia do festival, domingo, 18, é reservado para debate.

O maior evento do teatro catarinense é também uma comemoração dos 80 anos de Rio do Sul e um momento de superação após a enchente em setembro, promovendo a cultura na região e consolidando um período de desenvolvimento do teatro catarinense. Em 2012, o festival será realizado em Concórdia.


Fotos: www.picasaweb.google.com/fecate
Créditos fotos: Nubia Abe

Mostra Teatro na Escola leva 16º Fecate a cidades do Alto Vale

O 16º Festival Catarinense de Teatro também está circulando pelo Alto Vale do Itajaí. A Mostra Teatro na Escola leva espetáculos a instituições de ensino da rede estadual e municipal de ensino. Na sexta-feira, dia 16, de manhã e à tarde, “O Enigma do Amarelo” foi apresentado no Colégio Dr. Hermann Blumenau, em Trombudo Central.

Na quinta-feira, dia 15, o Grupo Fãs de Teatro, de Blumenau, veio a Rio do Sul apresentar “O Rouxinol e o Imperador” na E.E.B. Altamir Wagner. E a Cia Caravana do Sonhar, de São Bento do Sul, encenou “Tá Chovendo História” no Ceplas, em Rio do Sul.
Na quarta-feira, dia 14, o grupo Bagagem Cênica Anchieta, de Itajaí/SC, apresentou “Pagando Bem Que Mal Tem” na E.E.B. Paulo Cordeiro, em Rio do Sul. O espetáculo foi também apresentado em Lontras/SC, na E.E.B. Regente Feijó, em Lontras/SC, à noite.

Locais de apresentação do Fecate:
E.E.B. Paulo Cordeiro, em Rio do Sul
E.E.B. Altamir Wagner, em Rio do Sul
Ceplas, em Rio do Sul
E.E.B. Regente Feijó, Lontras
Colégio Dr. Hermann Blumenau, Trombudo Central

Quinta-feira movimentada com espetáculos na Praça, escolas e Fundação Cultural

A quinta-feira, dia 15, foi mais um dia movimentado no 16º Festival Catarinense de Teatro, em Rio do Sul. De manhã, a Mostra de Teatro da Escola levou espetáculos às escolas Altamir Wagner e CEPLAS. O Grupo Fãs de Teatro, de Blumenau, apresentou “O Rouxinol e o Imperador” e a Cia. Caravana do Sonhar a peça “Tá Chovendo História”. A programação contou ainda com debates sobre espetáculos já apresentados no festival.

À tarde, os espetáculos voltaram a ser encenados para outros alunos. À noite, apesar de mais uma vez uma forte chuva cair em Rio do Sul, a peça “Passarópolis” foi apresentada na Praça Ermembergo Pellizzetti, pelo grupo Cia. Carona de Teatro, de Blumenau/SC. Baseada na comédia grega “As Aves”, de Aristófanes, a história fala sobre um reino que não possui limites, onde, ali, no meio do ar, surgiu Passarópolis. Um homem ilude as aves e se torna rei entre elas. As aves se calam e permitem que o homem reine em seu próprio benefício.

Mais tarde, mesmo após a forte chuva, o espetáculo “Nós Três” reuniu um bom público na Fundação Cultural. A Cia Muiraquitã levou ao palco a história de dois palhaços em fim de carreira e que trabalham em um circo de quinta categoria. Eles conversam sobre a vida, contam seus dramas e passados enquanto se preparam para entrar em cena. O espetáculo propicia reflexões sobre a realidade pessoal e também de um grande número de artistas circenses.

15 de dez de 2011

Quarta-feira de muito teatro em Rio do Sul

A quarta-feira, dia 14, ficou marcada pelo forte temporal que caiu em Rio do Sul, mas também por mais um dia de muito teatro. A programação do 16º Festival Catarinense de Teatro começou com a Mostra Teatro na Escola. Os alunos da Escola de Educação Básica Paulo Cordeiro, assistiram o espetáculo “Pagando Bem, Que Mal Tem?”, com o grupo Bagagem Cênica, de Itajaí. O espetáculo foi apresentado também para os alunos da Escola de Educação Básica Regente Feijó, em Lontras.

“Frankstein Medo de Quem?”, com o Dionisos Teatro, de Joinville
À tarde, o Cine Teatro Dom Bosco ficou lotado para a apresentação de “Frankstein Medo de Quem?”, com o Dionisos Teatro de Joinville. Na peça, Victoria Frankenstein dá vida a uma criatura diferente, que começa a conhecer o mundo e seus habitantes e a perceber que esse convívio pode ser assustador. Também descobre a doçura de Melina e a habilidade de Artur, e a vida dessa criatura passa a ser uma mistura de medo, amizade, preconceito e amor. O espetáculo também foi tema de debate.

“barro, da Obra de Manoel de Barros”, com o Teatro em Trâmite, de Florianópolis
À noite, o grupo Teatro em Trâmite, de Florianópolis, entrou em cena na Praça Ermembergo Pellizzetti para apresentar “barro, da Obra de Manoel de Barros”. O espetáculo é todo ancorado no trabalho do poeta sul-matogrossense e fala sobre histórias, personagens e lugares da infância, elementos que aparecem como fragmentos que rompem o tempo e participam do presente. “O espetáculo estreou em 2008, e o desafio maior era não incluir nenhuma palavra. Todo o texto é colagem da poesia do Manoel Barros, tirando uma improvisação e brincadeira que fizemos. E apostamos na simplicidade para dar à palavra o máximo de foco possível”, firma o diretor e ator do espetáculo, André Francisco.

Emoções Baratas (ou Eu te Amo Glória Pires), com Cia. Experimentus Teatrais, de Itajaí
Mais tarde, o palco do 16º Fecate foi novamente a Fundação Cultural. A Cia Experimentus Teatrais, de Itajaí, apresentou “Emoções Baratas (ou Eu te Amo Glória Pires). No palco, o ator, diretor e produtor teatral, Daniel Olivetto, no papel do filho da melhor cabeleireira do bairro que foi criado para se tornar um artista famoso. Em um mundo delirante, ele é cantor e namora a atriz de televisão. Uma misteriosa tragédia familiar coloca em dúvida o talento e a sanidade do personagem. O público deu boas risadas tanto com o filho como com a cabeleireira, num espetáculo onde se misturam drama e humor negro, cultura pop e estética kitsch.
O 16º Fecate também promoveu a oficina “Curso Técnico de Iluminação Cênica/Eletricidade, Equipamentos e Montagem Prática”. O evento segue até dia 18, domingo, com mais espetáculos através da Mostra Oficial e Mostra Teatro na Escola, debates e oficinas. Na manhã de sábado, dia 17, será realizada a Mostra Teatro Lambe-Lambe, na Praça Ermembergo Pellizzetti.

14 de dez de 2011

Abertura teve sucesso de público. Evento segue com Mostra Oficial e Mostra Teatro na Escola


O público compareceu e a abertura oficial do 16º Festival Catarinense de Teatro, em Rio do Sul, foi um sucesso. Foram poucos dos 600 lugares do Cine Teatro Dom Bosco que ficaram vagos. O público assistiu aos espetáculos “Rebú”, com o grupo Teatro Independente, do Rio de Janeiro/RJ, e “Rounin”, com o Coletivo Terceira Margem, de Itajaí, na noite de terça-feira, 13.

O coordenador geral do festival e presidente da Federação Catarinense de Teatro (Fecate), promotora do evento, Willian Sieverdt, iniciou a abertura e agradeceu os apoiadores, como o Funcultural/Governo de Santa Catarina. Sieverdt destacou a importância do festival, da valorização do teatro e os desafios de promover um evento com esta abrangência. Também convidou o público a participar dos outros espetáculos, já que o evento segue até domingo, dia 18, sempre com entradas gratuitas.

O vice-prefeito de Rio do Sul, Garibaldi Antônio Ayroso, o “Gariba”, também ressaltou a importância do festival, principalmente neste período em que a cidade ainda se recupera dos estragos causados pela enchente em setembro. E após a apresentação de um vídeo sobre a edição passada do festival, realizada em Brusque, os quatro artistas do Teatro Independente entraram em cena.

“Rebú” com o Teatro Independente, do Rio de Janeiro

O espetáculo “Rebú” contou a história de um jovem casal que se prepara para receber a visita da irmã adoentada do homem da casa, que traz consigo um filho bastante inusitado. A presença dos visitantes cria uma rivalidade com a mulher da casa e leva o embate às últimas consequências. O tom de tragicomédia levou o público a momentos de muitas gargalhadas e leve drama. O potencial dos artistas também chamou a atenção. Ao final, o público aplaudiu de pé os artistas.

Para a professora de teatro e de língua portuguesa, Vânia Peruzzo, o espetáculo “Rebú” foi uma escolha certeira da Fecate. “A peça une humor, drama, tragédia, diferentes gêneros. Foi uma escolha acertada”, destacou a professora que é de Concórdia e está em Rio do Sul para observar a organização do festival. No próximo ano o evento será realizado em Concórdia.

“Rounin”, com o Coletivo Terceira Margem, de Itajaí

Após o primeiro espetáculo, parte do público seguiu para o pátio da catedral São João Bastista, onde foi apresentado o espetáculo “Rounin”. O grupo Coletivo Terceira Margem, de Itajaí, encenou a história de um artista de rua, estátua viva vestida de samurai, que vê monstros nas paredes e tenta dizimá-los. O artista interagiu com o público e o uso de elementos multimídia para as projeções chamou a atenção.

O festival segue com uma programação diversificada através da Mostra Oficial, Mostra Teatro na Escola e Mostra de Teatro Lambe-Lambe. Além do Cine Teatro Dom Bosco, outras apresentações serão realizadas em escolas públicas e privadas da região, na Fundação Cultural de Rio do Sul, Praça Ermembergo Pellizzetti e Parque Universitário Norberto Frahm (Punf). São promovidos ainda debates sobre os espetáculos, oficinas e reunião da diretoria da Fecate.



Confira as fotos no link ALBUNS

Fotos: Nubia Abe
Texto: Tiago Amado